Neste final
de semana começaremos, de forma mais efetiva nossa caminhada em direção à
filiação na Convenção Batista Brasileira que desde 1612, depois que Thomas
Helwys de volta da Holanda, onde se refugiara da perseguição do Rei James I da
Inglaterra, organizou com os que voltaram com ele, uma igreja em Spitalfields,
nos arredores de Londres. Thomas Helwys, que era advogado e estudioso da
Bíblia, ao escrever um livro intitulado " Uma Breve Declaração Sobre o
Mistério da Iniquidade", foi preso e morreu na prisão, em 1615.
No referido
livro, ele escreveu aquilo que é um dos mais caros princípios batistas, o
principio da liberdade religiosa e de consciência :"... a religião do
homem está entre Deus e ele: o rei não tem que responder por ela e nem pode o
rei ser juiz entre Deus e o homem. Que haja, pois, heréticos, turcos ou judeus,
ou outros mais, não cabe ao poder terreno puni-los de maneira nenhuma".
Somente em 1907, a ideia da organização de uma Convenção Nacional dos Batistas
Brasileiros foi concretizada.
Para que
você se inteire um pouco mais sobre a vida desta denominação, aqui está a
declaração do “Pacto das Igrejas Batistas. Leia e reflita sobre ela.
“Tendo sido levados pelo
Espírito Santo a aceitar a Jesus Cristo como único e suficiente Salvador, e
batizados, sob profissão de fé, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
decidimo-nos, unânimes, como um corpo em Cristo, firmar, solene e alegremente,
na presença de Deus e desta congregação, o seguinte Pacto:
Comprometemo-nos
a, auxiliados pelo Espírito Santo, andar sempre unidos no amor cristão;
trabalhar para que esta igreja cresça no conhecimento da Palavra, na santidade,
no conforto mútuo e na espiritualidade; manter os seus cultos, suas doutrinas,
suas ordenanças e sua disciplina; contribuir liberalmente para o sustento do
ministério, para as despesas da igreja, para o auxílio dos pobres e para a
propaganda do evangelho em todas as nações.
Comprometemo-nos,
também, a manter uma devoção particular; a evitar e condenar todos os vícios; a
educar religiosamente nossos filhos; a procurar a salvação de todo o mundo, a
começar dos nossos parentes, amigos e conhecidos; a ser corretos em nossas
transações, fiéis em nossos compromissos, exemplares em nossa conduta e ser
diligentes nos trabalhos seculares; evitar a detração, a difamação e a ira,
sempre e em tudo visando à expansão do reino do nosso Salvador.
Além disso,
comprometemo-nos a ter cuidado uns dos outros; a lembrarmo-nos uns dos outros
nas orações; ajudar mutuamente nas enfermidades e necessidades; cultivar
relações francas e a delicadeza no trato; estar prontos a perdoar as ofensas,
buscando, quando possível, a paz com todos os homens.
Finalmente, nos comprometemos
a, quando sairmos desta localidade para outra, nos unirmos a uma outra igreja
da mesma fé e ordem, em que possamos observar os princípios da Palavra de Deus
e o espírito deste Pacto.
O Senhor nos abençoe e nos
proteja para que sejamos fiéis e sinceros até a morte.”
Certos do amor de
Deus por nós.
Paternalmente,
Pr. João Paulo
Gouvêa
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