Propiciação significa apaziguar ou pacificar a ira de alguém.
O texto da 1ª carta de João no capítulo 1, versículo 1 e 2 diz:
"Temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados... “
Esta palavra que aparece aqui Propiciação era bastante conhecida e usada na antiguidade, principalmente pelos animistas, que acreditavam que era necessário aplacar a ira dos deuses, dos espíritos e dos antepassados, pois eles ficavam bravos quando eram provocados ou desobedecidos. Os deuses eram vaidosos e se iravam à menor possibilidade de seu ego não ser suprido nas atitudes humanas. A única maneira de apaziguar a ira dos deuses irados era fazer sacrifícios e oferendas que os deixassem felizes.
Quando pensamos no cristianismo esses conceitos de um deus irado por causa de sua vaidade não se aplica, pois, a ira de Deus é motivada pelo mal e não por sua vaidade como nós. Nós não nos iramos quando o mal acontece, mas, sim, quando nossa vaidade é atingida.
No pensamento pagão, a ira dos deuses é aplacada com meticulosos rituais ou com recitações de fórmulas mágicas de rezas ou orações, porém, nos evangelhos aprendemos que não há nada que possamos fazer para afastar ou aplacar a ira de Deus com os nossos pecados, não há nenhuma possibilidade de bajularmos, subornarmos ou persuadirmos a Deus para nos perdoar.
Então, se não temos nada a oferecer para afastar de nós a ira de Deus, estamos condenados a viver afastados d’Ele, e é aí que passamos a conhecer a graça e a misericórdia de Deus, pois é d’Ele mesmo que procede a solução. Paulo diz em Romanos 3:25:
“Deus o ofereceu como sacrifício para a propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça.”
É Ele quem faz toda a obra para fazer justiça. Nós não amamos a Deus, para assim, Ele nos amar, mas, é Ele quem nos ama primeiro e envia seu filho Jesus como propiciação pelos nossos pecados, para que assim tenhamos acesso à sua presença.
Que ele seja sempre exaltado e que em nossos lábios sempre tenhamos palavras de gratidão por tudo o que Ele fez, tem feito e fará por nós.
Certos do amor de Deus por nós.
Paternalmente,
Pr. João Paulo Gouvêa
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