Em 1098 d.C., Anselmo (1033-1109), Arcebispo de Canterbury, completou a maior de suas obras, “Cur Deus Homo” — Porque Deus se fez homem?
Essa pergunta—Porque Deus se fez homem?— muitas vezes passa por nossas cabeças, e nos colocamos a tentar entendê-la, e a resposta é simples, para morrer por nós. Mas, o centro desta pergunta não é a própria pergunta, é uma outra pergunta que ela produz: porque Cristo morreu? E a importância, desta nova pergunta, está nos termos “expiação” “propiciação” e “substituição”. Estes termos, tem seus olhos fixo na Cruz de Cristo, pois Ele não morreu simplesmente em favor de nós, também e principalmente, Ele morreu em nosso lugar, assim, como afirma o apóstolo Paulo, em Gálatas 3:13:
Cristo nos redimiu da maldição da Lei quando se tornou maldição em nosso lugar, pois está escrito: “Maldito todo aquele que for pendurado num madeiro”
Ele morreu em nosso lugar, para pagar por completo a dívida que tínhamos por causa de nossos pecados. Ele morreu para podermos receber de Deus o perdão por causa de nossas transgressões, ele morreu para pudéssemos em Deus nos encontrar como seres humanos, ele morreu para que pudéssemos nos amar uns aos outros...
Em muitas ocasiões, durante minha vida ministerial como pastor e como professor de teologia, tenho deparado com muitas dúvidas a cerca da obra e da missão de Jesus. E a pergunta recorrente é:
O que Ele fez por nós na Cruz?
A morte de Jesus na Cruz nos trouxe dois grandes benefícios: Salvação e libertação. Mas, Ele nos libertou e nos salvou de quê? Nos libertou do poder do pecado que nos aprisionava e nos salvou da morte espiritual, que é a separação de Deus, promovida por nosso pecado.
O preço de nosso pecado era morte, não uma morte física, mas, espiritual, por causa do pecado estávamos fadados a viver separados de Deus para sempre. Então, Jesus morre em nosso lugar para lavar com sangue as nossas transgressões, nos libertar do pecado, ao qual estávamos presos, promovendo, assim, nova aliança com Deus, ou seja, Sua morte nos trouxe paz com Deus, temos agora a possibilidade de caminhar juntos, outra vez com o nosso criador.
Agora, que somos sabedores da missão de Jesus, passamos a ser responsáveis pela vida que levamos, passamos a ter a hombridade de fazer o que é certo fazer, mesmo que tudo e que todos me digam o contrário.
Lembre-se:
O errado é errado, mesmo que todo mundo esteja fazendo e o certo é certo, mesmo que ninguém esteja fazendo.
Que Deus nos abençoe em nossa jornada e que possamos nos amar mutuamente nesta nossa caminhada.
Certos do amor de Deus por nós.
Paternalmente,
Pr. João Paulo Gouvêa
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