Todas as religiões possuem um símbolo que os identifica visualmente, os chineses, os egípcios, hindus e principalmente os budistas têm na “flor de Loto” sua visão do círculo de nascimento e morte, ou ainda, a emergência da beleza e da harmonia das águas turvas a partir do caos. Para o judaísmo moderno, a “estrela de Davi”, representa a aliança de Deus com Davi e de que seu trono seria estabelecido para sempre e que o Messias viria de sua descendência. A “lua crescente” representa a fé monoteísta do islã, símbolo de soberania em Bizâncio antes da conquista muçulmana.
No cristianismo durante muitos anos procurou-se um símbolo que identificasse os cristão de maneira a não deixar lacunas no entendimento de sua fé. Na antiguidade usou-se uma pomba, sinal da chegada do Espírito de Deus. O louro dos atletas, ou ainda, um peixe, que ninguém consegue imaginar o sentido da palavra ichthys (peixe) que era o acrônimo de Iesus Christos Theou Huios Soter (Jesus Cristo Filho de Deus Salvador). Porém nenhum destes símbolos permaneceu pois eles não representavam plenamente toda a fé dos cristãos.
O símbolo que ganhou maior força com o Imperador Constantino (321-313) e que passou e ser a representação exata da fé cristã foi a CRUZ.
A CRUZ é central para a fé cristã porque é na entrega mortal e voluntária de Cristo que podemos ter nossas esperanças renovadas, nossos pecados perdoados e nossa comunhão com Deus reestabelecida. A CRUZ é o símbolo máximo de representação de nossa fé, pois, tudo o que existe, só pôde existir porque Cristo fez toda sua obra nela e à partir dela.
Certos do amor de Deus por nós.
Paternalmente,
Pr. João Paulo Gouvêa
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